MP MG cobra vacinação de bebê de três meses após recusa dos pais em Pedra Azul

Ministério Público intervém após recusa de vacinação de criança de três meses em Pedra Azul

Em Pedra Azul (MG), o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) emitiu uma recomendação dirigida a um casal que recusou vacinar seu filho de três meses. O documento, assinado pela Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes da comarca, visa assegurar o direito à saúde do bebê e garantir que o calendário nacional de imunizações seja respeitado. 

Após analisar o caso, o MPMG verificou que o atestado médico apresentado pelos pais não indicava nenhuma condição clínica que justificasse a não aplicação das vacinas obrigatórias. Além disso, o atestado contrariava as diretrizes do Ministério da Saúde, da Sociedade Brasileira de Pediatria e da Sociedade Brasileira de Imunizações. 

O MPMG alerta que a recusa injustificada da vacinação coloca em risco não só a criança, mas também a comunidade, podendo configurar negligência. Em consequência, os responsáveis podem responder civil, administrativa ou criminalmente. 

O Conselho Tutelar de Pedra Azul já havia tentado intervir, aplicando uma advertência aos pais, que a recusaram. Como próximo passo, o MPMG recomendou que o casal:

  1. Regularize a vacinação da criança. 

  2. Apresente o cartão vacinal atualizado à Promotoria. 

  3. Se existir contraindicação médica real, apresente documentação clínica bem fundamentada. 

No documento, o promotor de justiça Denis William Rodrigues Ribeiro destacou que o princípio do melhor interesse da criança deve prevalecer sobre convicções pessoais dos pais. Ele também ressaltou que a vacinação obrigatória está respaldada em lei, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e que a autonomia familiar não pode se sobrepor aos direitos fundamentais da criança.

O promotor ainda fez uma distinção importante entre uma contraindicação médica válida — com base em condição clínica comprovada — e posicionamentos ideológicos genéricos contrários à vacinação, que, segundo ele, não têm respaldo científico ou legal.

Fonte: DRD (Clique para ver o Conteúdo Original)

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