Sindicato identifica problemas no modelo de plantão e cobra melhorias estruturais e operacionais.
O Sindicato dos Escrivães de Polícia Civil e Oficiais Investigadores de Minas Gerais (Sindep-MG) realizou, nesta segunda-feira (6), uma visita institucional à Regional da Polícia Civil em Governador Valadares. O objetivo foi analisar as condições das estruturas físicas das unidades e verificar como os serviços vêm sendo prestados na região.
A comitiva contou com a presença do presidente da entidade, Marcelo Horta, e do diretor Gabriel Viegas. Durante a agenda, eles percorreram diferentes unidades policiais e conversaram diretamente com servidores, buscando entender a realidade do trabalho e o funcionamento das operações no dia a dia.
Um dos pontos positivos observados foi a reforma em andamento na unidade de plantão, considerada um avanço importante tanto para melhorar o ambiente de trabalho quanto para oferecer um atendimento mais adequado à população.
Em relação ao sistema de cadeia de custódia, os representantes do sindicato ouviram dos servidores que o procedimento está funcionando de forma satisfatória, embora ainda existam ajustes a serem feitos para aprimorar o processo.
Sobre a infraestrutura, a avaliação foi de que as unidades conseguem atender às demandas básicas, mas ainda carecem de investimentos. Das três unidades visitadas, apenas uma possui sede própria, enquanto as demais operam em imóveis alugados.
No entanto, o principal problema identificado durante a visita foi o modelo de plantão policial adotado atualmente. Segundo o sindicato, o atendimento ocorre de forma fragmentada: enquanto o preso permanece em uma cidade, o escrivão atua em outra, e o delegado responsável fica baseado em Governador Valadares.
Para o Sindep-MG, essa dinâmica prejudica a eficiência do serviço e demonstra a necessidade de uma regulamentação mais clara para o modelo de plantão digital.
Diante disso, a entidade defende a inclusão imediata da regional de Valadares no sistema oficial de plantão digital. A proposta sugere que, na falta de efetivo para atendimento presencial, as demandas sejam direcionadas para um modelo centralizado, semelhante ao já utilizado em Belo Horizonte.
De acordo com o sindicato, essa mudança pode trazer mais eficiência, padronização nos procedimentos, melhores condições de trabalho para os profissionais e um atendimento mais eficaz à população.





